
O Seminário realizou-se no dia 09 de outubro, promovido pala Comissão Espanhola de Ajuda aos Refugiados – CEAR e contou com a participação do Grito dos Excluídos Continental. Ao tratar dos impactos da crise constatou-se a que ela está afetando a vida de milhões de migrantes através da destruição de milhões de empregos e por outro lado aprofundando ainda mais a exploração da mão de obra trabalhadora. Nos países de origem aumenta a miséria que obriga a milhões de pessoas a abandonar suas casas e famílias. Por um lado agravam-se cada vez mais as condições de vida dos migrantes e por outro, a resposta dos grandes centros do poder tem sido a de salvar os bancos e as principais indústrias.
O Seminário realizou-se no
dia 09 de outubro, promovido pala Comissão Espanhola de Ajuda aos
Refugiados – CEAR e contou com a participação do Grito dos Excluídos
Continental.
Ao tratar dos impactos da crise constatou-se a que ela está
afetando a vida de milhões de migrantes através da destruição de
milhões de empregos e por outro lado aprofundando ainda mais a
exploração da mão de obra trabalhadora. Nos países de origem aumenta a miséria que obriga
a milhões de pessoas a abandonar suas casas e famílias. Por um lado
agravam-se cada vez mais as condições de vida dos migrantes e por outro,
a resposta dos grandes centros do poder tem sido a de salvar os bancos e
as principais indústrias.
Como se não bastasse a deterioração das condições de vida dos migrantes, aumenta a tendência da criminalização dos migrantes e dos que lutam em defesa dos mesmos. É a criminaliza-se a solidariedade.
Tal tendência se expressa, por exemplo, nas legislações anti-imigrantes como “Lei
Arizona” e a Diretiva de Retorno européia. A aplicação de tais leis faz
aumentar a xenofobia e o racismo e culpabiliza os migrantes pela perda
dos empregos.
A crise provoca nova
tendência em relação aos fluxos migratórios, são as migrações
provocadas pelas mudanças climáticas. Estudos prevêem que no ano de
2100, os migrantes desplazados e refugiados por mudanças climáticas, atingirão a cifra de 200 milhões.
ResistênciasA pesar de todos as conseqüências da crise
que atinge aos migrantes, existem várias formas de lutas de resistência
articuladas em torno dos movimentos dos migrantes e dos movimentos
sociais em geral.
Avançam
os debates sobre a conquista de uma cidadania universal entendida como o
acesso aos direitos de todas as pessoas independentemente da situação
dos papéis. O Grito dos Excluídos/as questiona
radicalmente a idéia de que os direitos dependem de uma pessoa ser
nacional de um país e aponta para a necessidade de reconhecer os
direitos, para todo o ser humano, pela sua condição de humano.
A
integração dos povos apareceu nos debates como sendo uma das principais
lutas que ajudam a superar a crise; ela aponta para o reconhecimento
dos direitos, a livre circulação das pessoas, o direito à participação
política e a não criminalização das pessoas migrantes.
Enfim,
a busca de um novo modelo de sociedade que garanta a satisfação dos
direitos sociais básicos como, educação, saúde, habitação, segurança,
segurança alimentar, previdência e assistência social.
O seminário foi concluído fazendo eco a um dos slogan que será proclamado no dia 12, no momento do Grito dos Excluídos, por ocasião da marcha dos movimentos sociais: